Amor, ou você encontra ou você é
contra. Costuma ser assim. Principalmente naquele momento em que o amor parece
uma bela promessa, mas seus amores insistem em contradizer esperanças. O
telefone não toca suas mensagens a paixões iniciais são respondidas com um
“Quem é?” e quando você liga uma gravação informa “A pessoa que você ama não te
ama ou não existe”. O sono não chega e não é o cansaço que te incomoda, mas a
perda da única chance de ter quem você ama ao seu lado, sonhando. Você resolve
seguir em frente, mas todas as pessoas rumam para o mesmo destino, logo aquele
que você já sabe que não é o seu. Você pensa em se fazer sempre presente, mas
assim as pessoas se cansam de você. Você considera ficar mais distante para
notarem sua ausência. Mas se alguém não acha que há valor em te ter por que se
importaria em te perder? O que você descobre o real valor quando perde é
dinheiro, não amores.
Quem
não valoriza sua presença não se importa com a sua ausência (ainda que você se
importe). Caso você se apaixone, você é carente. Caso você não se envolva, você
é um canalha. Se transar de cara, você é promíscuo e alguém que não vale a pena
investir. Se não transar na primeira vez, você é puritano, frio, chato. O que,
então, as pessoas querem afinal? O que nós queremos, então? Se tanta gente
diz que busca alguém, mas ninguém presta, não era para um dia esses que prestam
e buscam quem preste se encontrarem? Com quem estamos perdendo tempo para não
vermos quem vai fazer a gente ganhar o dia todos os dias? Eu não sei. Mas
sei o que ganhei com o tempo que perdi.
Das
mensagens sem resposta, ficou a coragem de dizer o que eu sentia. Do desprezo
que me ofereceram ficou não a dor por existirem pessoas cruéis, mas o esforço
por nunca ser igual. Do valor que não me deram, ficou a certeza de que devo
oferecer o melhor ainda que não mereçam. Das desilusões, ficou a vontade de um
dia oferecer sonhos a alguém. Das vezes que não deu certo, ficou a vontade de
tentar. Dos amores não correspondidos, ficou a capacidade de amar. E em
meio a isso tudo o que mantenho é a esperança. Esperança e certeza de que vou
ter que continuar tentando, é o que ganhei com o tempo que perdi, vivendo de
amores que morreram, esperando quem nunca esteve a caminho. Anote aí: amar,
ainda não inventaram outro jeito, a não ser tentar. Amor, ou você encontra ou
você se reencontra (e se reconstrói).
.
Texto escrito por Ruleandson do Carmo, Jornalista, 26 anos, BH/MG, mestre em
Ciência da Informação, especialista em Criação e Produção para Mídia
Eletrônica, professor do curso de Jornalismo da Ufop, é o personagem sem roteiro de uma comédia romântica sem fim e o vazio
que une amores de cinema aos amores reais.
Por: Hellen cardoso

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